quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Bio-Initiative Report - Parlamento Europeu aprova lei para redução dos campos electromagnéticos a que estamos expostos diariamente

Recentemente foi aprovado no Parlamento Europeu uma lei para rever os níveis de exposição electromagnética a que o público em geral está sujeito. A votação teve 522 votos a favor e 16 votos contra. Esta medida foi em parte despoletada pelos inúmeros estudos que evidenciam cada vez mais a relação de utilização de telemóveis com tumores no cérebro e a que o parlamento afirma:
“Os limites de exposição aos campos electromagnéticos (EMF) que foram estabelecidos para o público em geral, estão obsoletos”.

O Parlamento Europeu “está profundamente preocupado com o Relatório Internacional Bio-Initiative referente à exposição a campos electromagnéticos, que sumariza mais de 1500 estudos sobre este tópico e que aponta nas suas conclusões para os perigos para a saúde provocados pela emissão dos equipamentos de comunicação móvel, UMTS, Wifi, WiMax e Bluetooth”, mais adianta a necessidade de “relacionar grupos de risco tais como grávidas, recém nascidos e crianças”.


Para aqueles que teimam em defender que os efeitos térmicos são a única causa de interferência na nossa saúde, que vejam neste relatório de 610 páginas, produzido por 14 cientistas que abordam a forma como campos electromagnéticos muito abaixo dos valores de segurança que Portugal defende como seguros, são na verdade apontados como causadores de inúmeras doenças que não poupam crianças e idosos. Neste estudo são abordados os efeitos não térmicos, as suas implicações no sistema neurológico, em especial das crianças e dos idosos, os efeitos associados à longa exposição que estudos à curta exposição não detectam e identifica também uma doença que actualmente afectará cerca de 2% da população, a electrohipersensibilidade (já anteriormente referida neste blog). Este estudo conclue que os níveis limites de segurança impostos por vários países, como Portugal, estão na verdade milhares de vezes acima de um valor seguro!

Em pleno século XXI como é possível que a industria das telecomunicações não reconheça que é necessário rever a politica irresponsável que aposta no risco da saúde das populações em benefício dos seus interesses económicos? E juntamente com estes senhores que ignoram o nosso direito à vida, estamos rodeados por um sistema conivente que nos exige impostos e ignora por completo a situação de risco em que milhares de pessoas poderão estar a viver todos os dias.
Hoje assistimos ao desmoronar do sistema bancário e a preocupação de todos nós centra-se nas nossas poupanças e nos nossos valores materiais que receamos perder.
Quando é que as pessoas acordam para se aperceberem que possivelmente já nos estão a tirar qualidade de vida e a comprometer aquilo que é a essência primária necessária para nos mantermos vivos, a Saúde. Se nada fizermos agora, de pouco nos servirão as poupanças amealhadas para os anos vindouros que apenas nos servirão para comprar cuidados de saúde que nos tragam alguma qualidade de vida depois de doentes.

Se a saúde dos meus filhos for afectada pela negligência daqueles que preferiram colocar a nossa saúde em risco em vez de apostar na prevenção, espero e tudo farei para que seja feita justiça.
Peço a todos aqueles, vítimas como eu, que não desistam de lutar pelos seus direitos e que façam ouvir as vossas vozes junto das entidades que nos deveriam proteger.
A nossa espada é a pena e sugiro a todos que escrevam para aqueles que deveriam ter um papel importante na nossa segurança.

Entidades a quem podem escrever a pedir responsabilidades sobre as consequências para a vossa saúde e a quem podem recomendar a leitura do “Bio-Initiative Report”:
  • Câmara Municipal da vossa autarquia
  • Direcção Geral de Saúde
  • ANACOM
  • Às operadoras que colocaram as antenas
  • Aos diversos partidos políticos

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Opinião dos leitores "Concorda com a instalação de antenas de Telemóvel no topo ou nas próximidades das habitações?"

Durante 3 meses esteve disponível no blogue uma sondagem para saber se as pessoas concordavam com a instalação de antenas de telemóvel no topo dos prédios ou próximo das habitações e o resultado foi de 86% de pessoas que NÃO concordam, contra 14% que concordam.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Estudos comprovam que a radiação dos telemóveis afecta o ADN e os cromossomas

Tal como no passado, onde se publicaram inúmeros estudos que alertavam as pessoas para perigos como o tabaco, amianto, pesticidas entre outros, os campos eletromagnéticos provenientes das antenas de telemóvel têm sido igualmente objecto de estudo e as conclusões de alguns estudos publicados vão contra aqueles que afirmam esta tecnologia como segura para a nossa saúde.
Estes estudos contrastam com as empresas de telemóveis que somam avultados lucros e procuram ter o mínimo de custos com a instalação de antenas no topo dos prédios desprezando a saúde daqueles cuja vida poderá estar a ser prejudicada pelo seu negócio.
Certamente que se em vez de uma antena, existisse uma chaminé que espalhasse uma nuvem tóxica pelas casas em redor, as pessoas sairiam de suas casas e exigiriam segurança para a sua família. Aparentemente com as antenas de telemóvel essa nuvem existe, só que não tem cheiro nem é visível mas não significa que seja segura.
Como se não bastasse a estas empresas poluírem as nossas casas com as suas antenas, minam igualmente a saúde das nossas crianças ao aliciá-las com telemóveis e serviços que as tornarão dependentes desta tecnologia a partir de idades demasiado precoces.

Para os mais cépticos aqui fica uma lista referente a estudos sobre o impacto dos campos electromagnéticos dos telemóveis no nosso organismo, mais propriamente ao nível celular.


Implicações da radiação dos telemóveis no ADN:

• R.J. Aitken et al., "Radiofrequency electromagnetic fields (UMTS, 1,950 MHz) induce genotoxic effects in vitro in human fibroblasts but not in lymphocytes", International archives of occupational and environmental health, 81, pp.755-767, 2008 (Australia);
• R.J. Aitken et al., "Impact of Radiofrequency Electromagnetic Radiation on DNA Integrity in the Male Germline," International Journal of Andrology, 28, pp.171-179, 2005 (Australia);
• W. Baohong et al., "Studying the Synergistic Damage Effects Induced by 1.8 GHz Radiofrequency Field Radiation (RFR) with Four Chemical Mutagens on Human Lymphocyte DNA Using Comet Assay in Vitro," Mutation Research, 578, pp.149-157, 2005 (China);
• W. Baohong et al., "Evaluating the Combinative Effects on Human Lymphocyte DNA Damage Induced by Ultraviolet Ray C Plus 1.8 GHz Microwaves Using Comet Assay in Vitro," Toxicology, 232, pp.311-316, 2007 (China);
• G. Gandhi and Anita, "Genetic Damage in Mobile Phone Users: Some Preliminary Findings," Indian Journal of Human Genetics, 11, pp.99-104, 2005 (India);
• J. Kim et al., "In Vitro Assessment of Clastogenicity of Mobile-Phone Radiation (835 MHz) Using the Alkaline Comet Assay and Chromosomal Aberration Test," Environmental Toxicology, 23, pp.319-327, 2008 (Korea).
• S. Lixia et al., "Effects of 1.8GHz Radiofrequency Field on DNA Damage and Expression of Heat Shock Protein 70 in Human Lens Epithelial Cells," Mutation Research, 602, pp.135-142, 2006 (China);
• R.J. Aitken et al., "Non-thermal DNA breakage by mobile-phone radiation (1800 MHz) in human fibroblasts and in transformed GFSH-R17 rat granulosa cells in vitro", International archives of occupational and environmental health, 583, 178-183, 2005 (Australia);
• J. Phillips et al., "DNA Damage in Molt-4 T-Lymphoblastoid Cells Exposed to Cellular Telephone Radiofrequency Fields in Vitro," Bioelectrochemistry and Bioenergetics, 45, pp.103-110, 1998 (U.S.);
• T. Nikolova et al., "Electromagnetic Fields Affect Transcript Levels of Apoptosis-Related Genes in Embryonic Stem Cell-Derived Neural Progenitor Cells," The FASEB Journal, 156, pp.495-502, 2001 (Germany);
• K. Yao et al., "Effect of Superposed Electromagnetic Noise on DNA Damage of Lens Epithelial Cells Induced by Microwave Radiation," Investigative Ophthalmology & Visual Science, 49, pp.2009-2015, 2008 (China).
• K. Yao et al., "Electromagnetic Noise Inhibits Radiofrequency Radiation-Induced DNA Damage and Reactive Oxygen Species Increase in Human Lens Epithelial Cells," Molecular Vision, 19, pp.964-969, 2008 (China).
• D. Zhang et al., "Effects of GSM 1800 MHz Radiofrequency Electromagnetic Fields on DNA Damage in Chinese Hamster Lung Cells," Chinese Journal of Preventive Medicine, 40, pp.149-152, 2006 (China, in Chinese).

Alguns dos estudos detectam grandes implicações na saúde enquanto outros detectam pequenas situações. Apenas alguns reportam quebras no ADN, mas todos detectaram alterações no DNA após exposição à radiação dos telemóveis.


Implicações da radiação dos telemóveis nos cromossomas:

• L. Manti et al., "Effects of Modulated Microwave Radiation at Cellular Telephone Frequency (1.95 GHz) on X-Ray-Induced Chromosome Aberrations in Human Lymphocytes in Vitro," Radiation Research, 169, pp.575-583, 2008 (Italy);
• M. Mashevich et al., "Exposure of Human Peripheral Blood Lymphocytes to Electromagnetic Fields Associated with Cellular Phones Leads to Chromosomal Instability," Bioelectromagnetics, 24, pp.82-90, 2003 (Israel);
• P. Sykes et al., "Effect of Exposure to 900 MHz Radiofrequency Radiation on Intrachromosomal Recombination in pKZ1 Mice," Radiation Research, 156, pp.495-502, 2001 (Australia).


Implicações no ADN geradas por outras frequências microondas que não são usadas pelos telemóveis:

• H. Lai and N.P. Singh, "Acute Low-Intensity Microwave Exposure Increases DNA Single-Strand Breaks in Rat Brain Cells," Bioelectromagnetics, 16, pp.207-210, 1995 (U.S.);
• H. Lai and N.P. Singh, "Single- and Double-Strand DNA Breaks in Rat Brain Cells After Acute Exposure to Radiofrequency Electromagnetic Radiation," International Journal of Radiation Biology, 69, pp.513-521, 1996 (U.S.);
• R. Paulraj and J. Behari, "Single-Strand DNA Breaks in Rat Brain Cells Exposed to Microwave Radiation," Mutation Research, 596, pp.76-80, 2006 (India);
• S. Sarkar et al., "Effect of Low-Power Microwave on the Mouse Genome: A Direct DNA Analysis," Mutation Research, 320, pp.141-147, 1994 (India);
• M. Zhang et al., "Study of Low-Intensity 2450 MHz Microwave Exposure Enhancing the Genotoxic Effects of Mitomycin C Using Micronucleus Test and Comet Assay in Vitro," Biomedical and Environmental Sciences, 15, pp.283-290, 2002 (China);
• M. Zhang et al., "Effects of 2450 MHz Microwave on DNA Damage Induced by Three Chemical Mutagens in Vitro," Chinese Journal of Industrial Hygiene and Occupational Diseases, 21, pp.266-269, 2003 (China, in Chinese).

Estudos obtidos na Microwavenews

Da mesma fonte pode ler-se que outros estudos se encontram em fase de publicação.

sábado, 6 de setembro de 2008

Mais um Telemóvel para crianças - TMN e Imaginarium

Recentemente a TMN em conjunto com a Imaginarium, viram mais uma oportunidade de negócio junto das crianças e a poucos dias do “regresso às aulas” lançarem um telemóvel com o nome CAM1, que entre outras coisas incorpora um máquina fotográfica e um leitor de MP3.
Vi alguns comentários às notícia que anunciavam este equipamento e para meu espanto não encontrei nenhum comentário quanto à segurança da criança por ficar exposta à radiação do telemóvel. Os pais preocupam-se com o preço do telemóvel, com o facto de originar distracções nas aulas, a câmara ter uma baixa resolução, os custos das chamadas, os roubos, etc. E a segurança da criança?
Será que o facto deste equipamento ter uma câmara fotográfica e um leitor de MP3 é tão vislumbrante que faz esquecer que qualquer telemóvel tem uma antena que emite radiação electromagnética? Mesmo que a criança apenas queira ouvir música, o telemóvel contínua lá e se nem mesmo para os adultos é recomendado que as pessoas transportem o telemóvel junto ao corpo ou durmam com ele ao lado da cabeceira, o que dizer de uma criança?

Existem alguns maus exemplos no passado com empresas que resolveram explorar as crianças para venderem os seus telemóveis:
  • A Disney que em 2000 proibiu a utilização de logótipos nos telemóveis por considerar que estes eram prejudiciais às crianças, cinco anos depois estava a lançar uma linha de telemóveis para as crianças. Actualmente já cancelou essa fonte de receitas.
  • Em 2005 um telemóvel criado para crianças com o nome MyMo, foi retirado do Reino Unido após estudos indicarem que a longa exposição a campos electromagnéticos poderiam afectar a saúde das crianças.
Cá em Portugal, alguém que se preocupe com saúde das crianças em vez do dinheiro que podem ganhar com elas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Como é que Errar pode ser completamente Desumano?

Este caso já foi referido num dos primeiros artigos deste blog, mas sendo tão incrível e negligente, merece ser novamente aqui retratado.

Imagine que entrou numa sapataria e após escolher aquele modelo de que gosta, calça o sapato e coloca o seu pé dentro de uma "caixa" equipada com 3 visores, que lhe permitem ver a si, e mais duas pessoas como é que o seu pé fica dentro do sapato. Tudo isto é um conceito muito simples, a caixa não é mais do que um aparelho de Raio-X com um temporizador que permite bombardear o seu pé com radiação (esta ionizante) durante um espaço de tempo que lhe permite ver como os ossos do pé ficam dentro do sapato. A empregada coloca as mão dentro da caixa para ajeitar o seu pé e até consegue ver os ossos da empregada a mexerem no seu sapato. Perante um equipamento tão útil para uma sapataria, mesmo os mais cépticos quanto à sua segurança recebem das autoridades competentes uma resposta de confiança uma vez que não são reconhecidos efeitos adversos na utilização do equipamento.

Muitos de vocês poderão pensar que isto é mera ficção, contudo, foi bem verídico e aconteceu nos anos 30 do século passado. O mais incrível é que tais máquinas apareceram por volta de 1926 e estiveram a funcionar até finais dos anos 50 (no Reino Unido só foram proibidas em meados de 1970). Ou seja, foram necessários quase 30 anos para que fossem tomadas medidas que protegessem as pessoas (ver documento do shoe fitting fluoroscope e podem ler o artigo “Aprender com os Erros da História” publicado neste blog em Outubro de 2007).
Hoje ficamos incrédulos com tamanha negligencia que retirou qualidade de vida e as próprias vidas de muita gente, mas nada impede que tal não volte a acontecer, pelo menos com radiação ionizante a lição ficou aprendida (não vamos falar de centrais nucleares que não é o tema deste blog), no entanto, poderá acontecer com a radiação não ionizante que está associada aos campos electromagnéticos.

Já descobrimos que a radiação ionizante é perigosa mas será que a não ionizante é assim tão segura para que as autoridades competentes da era actual permitam que uma criança bombardeie o seu cérebro com a antena do telemóvel encostada à sua cabeça e que milhares de famílias vivam permanentemente expostas às antenas de telemóvel? Para já as autoridades competentes, à semelhança do que se passou 3/4 de século, pouco ou nada fazem à excepção de alguns países que levam este problema mais a sério.
Infelizmente Prevenção e Prudência são duas palavras que a História ainda não ensinou a todos os países incluindo Portugal.

domingo, 31 de agosto de 2008

A verdade dos números indicam um aumento dos casos de cancro no cérebro

Apesar de todos os estudos já publicados pela comunidade científica, muitos mantém o cepticismo relativamente aos resultados publicados. Contudo, o tempo encarrega-se de nos fornecer respostas, ou mais precisamente, números.
Poucas pessoas sabem mas actualmente os tumores no cérebro ultrapassaram a leucemia como principal causa de morte das crianças vitimas de cancro.
Na Austrália, o número de crianças vitimas de cancro no cérebro aumentou 21% apenas em 10 anos. Isto é consistente com os estudos que mostram um aumento de cancro por tumores no cérebro de 40% nos últimos 20 anos dentro da Europa!

Ver documento no Site Mercola.Com (também evidenciado no site Mast Sanity) que aborda entre vários assuntos, o porquê das crianças serem as mais afectadas por este tipo de tecnologia.

Se recuarmos 50 anos, verificamos que o mesmo se passou com a indústria do tabaco. Os muitos estudos publicados na altura e a verdade dos números que evidenciavam um aumento dos casos de cancro no pulmão, não foram contudo suficientes para que o Estado abdicasse das fabulosas receitas geradas pelos impostos aplicados às tabaqueiras.
Hoje vivemos uma realidade não muito diferente, apesar de haver evidências de que algo poderá estar errado, os membros do governo que têm o poder de decisão não têm iniciativa para aplicar medidas de prevenção que salvaguardem a vida da população. Não pedimos para proibir a venda de telemóveis, mas sim que sejam criadas leis que levem as pessoas a ficarem expostas a campos magnéticos mais baixos, tal como já é feito em países como a Áustria onde se fala ao telemóvel mas com valores de exposição 4500 vezes inferiores aos permitidos em Portugal.
Se entretanto o futuro provar que estávamos errados, pelo menos não houve o risco de se sacrificarem vidas humanas para obter essa resposta.

Será que o facto destas empresas da rede móvel gerarem um volume de receitas que tem crescido todos os anos será um factor determinante para que o Estado uma vez mais coloque os interesses monetários à frente da saúde dos seus contribuintes?

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Que medidas podem ser tomadas contra as antenas de telemóvel próximo das habitações?

Aquilo que muitos me perguntam por mail, relativamente ao que pode ser feito para contestar a instalação destas antenas perto das nossas casas, há muito que é praticado por esta organização inglesa e com resultados.

Desde Janeiro de 2002 que uma organização Inglesa, Mast Sanity, tem ajudado em milhares de campanhas. A organização foi fundada por Lisa Oldham e outros membros de longa data após se aperceberem que os operadores de telemóveis estavam a ganhar terreno e a desenrolar uma rede numa velocidade alarmante com implicações sérias e difundidas ao nível da saúde e ambiente, tudo isto sem a existência de qualquer oposição adequada para combater as multinacionais e o caótico planeamento da rede.
A rede de campanhas da Mast Sanity cresceu substancialmente em Inglaterra e fora do país, levando a criação da Tower Sanity na Austrália. Outras organizações similares estão a ser formadas noutros países.
A preocupação principal da Mast Sanity baseia-se no facto do actual sistema de Telemóveis e da tecnologia Tetra (TErrestrial Trunked Radio usado também em Portugal pelas autoridades, serviços de urgência, entre outros) ser inseguro. O sistema é biologicamente e ambientalmente incompatível com a saúde e com o bem estar do público. A Mast Sanity acredita que as implicações na saúde estão à escala do tabaco e do amianto e que mais um desastre com consequências catastróficas para a saúde estará eminente se nada for feito.

Enquanto o governo não reconhecer que as tecnologias dos telemóveis e dos sistemas Tetra são inseguras para a população, a Mast Sanity exige que os mastros das antenas não sejam colocados perto das escolas, áreas residenciais, lares de idosos, hospitais e outros locais sensíveis.

Esta organização é formada por voluntários que são profissionais e muitos provenientes de áreas tecnológicas. A sua atenção está focada apenas nas antenas não contestando a utilização dos telemóveis excepto por crianças com idades inferiores a 16 anos, isto porque as pessoas sempre têm a opção de não usar o telemóvel mas não podem fugir das antenas.

Esta organização apela à participação de todos e garante que a única forma de lutar contra este problema é através do envolvimento directo de toda a população.

A Mast Sanity recebe cerca de 1000 visitantes semanais no seu site, cerca de 200 chamadas telefónicas para a sua linha de apoio, mais de 200 emails por semana, mais de 100 pedidos de informação ou ajuda que incluem o pedido para participar em reuniões/conferências.

Este organização está registada como organização de solidariedade e vive de donativos.

A resposta para a pergunta “Que medidas podem ser tomadas contra as antenas de telemóvel próximo das habitações?"

No seu site, estão descritas algumas acções que as pessoas em Inglaterra têm tomado para contestar a instalação das antenas perto das suas casas:
  • Cartas, cartas e cartas, esta é uma forma de mostrar a preocupação das pessoas às entidades do governo. Quanto mais pessoas escreverem e quanto mais protestarem, mais atenção será dada a este problema. Para tal as pessoas encontram no site uma lista de endereços de entidades a quem podem redigir as cartas, os emails abrangem a maioria dos ministros.
  • Estão disponíveis várias minutas de cartas a serem enviadas para a comunicação social, para o governo e para as operadoras de telemóveis (ver documentos)
  • Estão disponíveis declarações para que as pessoas enviem para as operadores móveis a fim de os responsabilizarem em montantes que atingem os 25 milhões de libras (ver documento)
  • Estão disponíveis minutas para baixo assinados
  • Organizam boicotes às comunicações dos operadores ou promovendo o boicotes à compra de outros produtos pertencentes ao grupo.
  • Estão também presentes os registos do historial de vários casos de sucesso que levaram à remoção das antenas
  • Têm presente uma lista de produtos e marcas que devem ser boicotados, pertencentes a grupos de empresas que instalam antenas nos telhados das habitações e/ou encorajam crianças a falar ao telemóvel
  • Estão a preparar um apelo médico mas com algumas dificuldades porque apesar do apoio existir, os médicos não querem ver o seu nome no apelo
  • Actualmente esta organização tem em curso algumas petições que podem ser apoiadas por pessoas de outros países, bastando para isso dar o seu nome um endereço de mail válido (estas petições serão abordadas num dos próximos artigos).
Espero que esta organização seja uma fonte inspiradora para todos nós e que nos ajude a fazer valer o direito mais importante que nos foi retirado, o direito à vida.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Abaixo-assinado junta um milhar de pessoas contra antenas de telemóveis no Algarve em Ferragudo

Foi feito um baixo assinado em Ferragudo, que reuniu quase um milhar de assinaturas contra as antenas da TMN, Optimus e Vodafone, instaladas há oito anos numa torre secular.
Os moradores queixam-se dos efeitos nocivos para a saúde e do atentado patrimonial da colocação das antenas na torre da Atalaia.

A notícia pode ser consultada em noticias.rtp.pt.

Mais uma vez fica aqui demonstrado a forma audaz com que estas empresas de serviço móveis se movem e conseguem colocar as suas antenas onde muito bem entendem e logicamente ao abrigo da nossa legislação deficitária que não defende os insteresses dos seus cidadãos.

No próximo artigo vou falar de uma organização Inglesa que há vários anos luta com o governo de Inglaterra de forma a que sejam aprovadas medidas que protejam os seus cidadãos contra as radiações electromagnéticas das antenas base de telemóvel e das redes Wi-fi.

domingo, 17 de agosto de 2008

Mais um atentado à saúde com a terceira antena na Av. Brasília em Oeiras

De pouco valeram os esforços em informar os habitantes da minha zona quanto ao risco que as antenas de telemóvel representam para a saúde daqueles que as rodeiam. Foram afixados folhetos nos prédios, foram colocados folhetos nas caixas de correio (em toda a Av. Brasília) e este blog foi crescendo com o acumular de documentos que suportam cada vez mais a preocupação inerente à exposição dos campos electromagnéticos provenientes deste tipo de tecnologia.
Uma vez mais, venceu o egoísmo daqueles que desprezam a sua saúde e a dos outros em detrimento de valores monetários.
Numa altura em que ainda não consegui saber quem assume a responsabilidade dos danos que podem vir a ser causados na nossa saúde com o passar dos anos, eis que surge mais uma fonte de poluição electromagnética que simplesmente aumenta o risco de exposição de todos aqueles que moram em seu redor.
Infelizmente as pessoas continuam a ignorar que estas antenas emitem permanentemente radiação electromagnética (24 horas por dia, todos os dias do ano) e que esta mesma radiação não distingue crianças de adultos e trespassa as janelas e paredes das nossas casas tornando-nos perfeitos alvos mesmo quando dormimos.
O dinheiro não compra saúde, e estes prédios da Av. Brasília simplesmente venderam a nossa saúde aos operadores da rede móvel.

Até quando continuaremos a assistir a estes atentados à saúde das nossas famílias?

domingo, 20 de julho de 2008

O mundo reage ao perigo dos telemóveis


Felizmente que apesar da utilização dos telemóveis ter vindo a aumentar, as implicações da sua utilização também têm preocupado muitos outros países e culturas. Aqui fica uma amostra de notícias publicadas em vários países:

Abu Dhabi, UAE: Dangerous Talk

Bruxelas, Belgica: International Case-Controlled Studies of Cancer in Relation to Mobile Telephone Use

Nova Deli, India: Possible health hazards from mobile phone radiation

Paris, França: Rift delays release of study on safety of cellphones

Toronto, Canadá: Toronto Public Health advises kids and teens to limit cell phone usage, as health effects are unknown

Yemen: Mobile phones and kids: helpful or harmful?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Telemóveis e campos magnéticos relacionados com infertilidade masculina

Já há anos que ouço “histórias” de casais que não conseguiam ter filhos e que o conseguiram após mudarem de casa. Um casal amigo, tentou ter um filho durante mais de 10 anos, chegaram a recorrer a tratamentos, mas só após mudarem para o Alentejo conseguiram a tão desejada criança.

Um estudo efectuado por cientistas do Reproductive Research Centre na Cleveland Clinic Foundation em Cleveland, Ohio, testou um grupo de 365 pessoas que estavam a ser avaliados por motivos de infertilidade.

Eles descobriram que os homens que falavam ao telemóvel mais de 4 horas por dia, tinham uma contagem de espermatozóides inferior, com cerca de 50 milhões por mililitro e também de pior qualidade. Em comparação com os homens que não usavam telemóveis, que tinham 80 milhões por mililitro e com espermatozóides de boa qualidade.

Os cientistas concluem que as microondas emitidas pelos telemóveis reduzem o número, a mobilidade e a qualidade do esperma quase para metade e ao ponto de alguns homens se tornarem estéreis.
Este estudo foi feito em Mumbai, India, onde os telemóveis ainda não penetraram em todos os grupos sociais.
O responsável do estudo, Professor Ashok Agarwal, afirmou:
  • “Em todos os quatro parâmetros – contagem de espermatozóides, mobilidade, viabilidade e morfologia – existem diferenças significativas entre os grupos”
  • “Quanto maior o uso dos telemóveis, maior a diminuição destes parâmetros. Isto foi muito claro e significativo.”
  • “Alguns dos utilizadores que mais abusavam do telemóvel, chegaram a ter contagens de espermatozóides inferiores a 20 milhões por mililitro. Isto é muito inferior ao limiar imposto pela Organização Mundial de Saúde para definir a Infertilidade.”
Ver notícia no “The Independent”


Recentemente foi publicado um outro estudo que revela que a exposição aos campos magnéticos interfere com a qualidade dos espermatozóides. O Autor do estudo é De-Kun Li, um epidemiologista de Kaiser Permanente in Oakland, CA. Este investigador descobriu que exposições diárias de pelo menos 2.5 horas a campos de 1.6mG ou superior são suficientes para levarem à diminuição da qualidade dos espermatozóides. Os homens expostos a campos superiores a 1.6mG num período superior a 6 horas, têm 4 vezes mais probabilidades de terem espermatozóides de qualidade inferior ao padrão normal.
De-Kun Li, afirmou no comício anual da “Society for Epidemiologic Research”, que “Quando mais tempo estivermos expostos, maiores são os riscos”.

Este investigador detectou que o campo magnético existente nos campos electromagnéticos, tem implicações directas neste problema, segundo ele “Nós sabemos que a qualidade do esperma tem diminuído ao longo do tempo com maior incidência nas áreas urbanas. Isto torna-se consistente com o facto da exposição aos campos electromagnéticos ser superior nas cidades”

Num estudo publicado em 2002 por De-Kun Li (ver MWN, J/F02, página 1) ele mostrou que as mulheres expostas a campos electromagnéticos superiores a 16 mG tinham elevadas taxas de abortos espontâneos. Na altura esta parecia uma teoria que muitos tentariam perseguir, mas até à data ninguém contrapôs o estudo.
Neste estudo, as mulheres expostas a mais do que 16mG uma vez ao dia, poderiam sofrer abortos. O novo estudo, indica que o homens expostos a mais de 1.6mG durante 10% do dia, vêm a qualidade dos seus espermatozóides diminuída.

A potência dos campos magnéticos envolvidos são muito baixas, são mil vezes inferiores ao máximo imposto pelo ICNIRP (seguido por Portugal) e cerca de três vezes inferior ao valor que muitos apontam como o limiar para aumentar o risco de leucemia infantil (3 mG a 4mG). De acordo com um estudo efecuado à mais de uma década, 15% do americanos extão expostos 24 horas por dia a campos superiores a 2 mG (ver MWN, M/J98, p.4)

Ver no notícia no MicrowaveNews (3 Julho)

Para os que leram os restantes artigos certamente que se apercebem que estamos perante um novo tipo de medida. Até agora, tem sido usado o campo eléctrico como referência, ou seja as medidas eram expressas em V/m (Voltes por metro) e W/m (densidade de potência), contudo um campo electromagnético, tal como o nome indica, é formado por uma componente eléctrica e por uma componente magnética expressa em A/m (Amperes por metro) sendo esta a componente em causa.
O campo magnético é também expresso em Gauss ou Tesla (1 Testa = 10000 Gauss).
O Site MonIt apresenta uma abordagem acessível a este tema.

Numa época em que a natalidade não compensa o envelhecimento da população, em que os casais tendem a adiar o nascimento dos filhos e em que a utilização dos telemóveis continua em crescimento, todos aqueles que procuram aumentar a sua família não deveriam desprezar esta visão do problema que é no mínimo preocupante.
As famílias recorrem cada vez mais às clínicas de fertilidade e nem sempre os vários milhares de Euros que se gastam são suficientes para ter o tão desejado filho.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Empresas de serviços da rede Móvel, a verdade dos Números


De acordo com a International Telecoms Intelligence publicado em Setembro de 2007, as receitas provenientes das empresas de serviços de comunicações móveis em Portugal foram as seguintes:
  • Ano 2002: 2,135.5 Milhões de Euros
  • Ano 2003: 2,329.8 Milhões de Euros
  • Ano 2004: 2,611.8 Milhões de Euros
  • Ano 2005: 2,728.5 Milhões de Euros

Estas receitas fazem um contraste com os serviços de rede fixa que têm perdido terreno para a rede móvel ano após ano.
Receitas da rede fixa em Portugal:
  • Ano 2002: 1,613.8 Milhões de Euros
  • Ano 2003: 1,532.2 Milhões de Euros
  • Ano 2004: 1,488.3 Milhões de Euros
  • Ano 2005: 1,403.1 Milhões de Euros

Este estudo menciona também a atribuição de uma quarta licença para a rede móvel, que a acontecer significa que mais pessoas serão afectadas pela necessidade de cobertura do País por parte desta nova empresa.

Outro dado interessante é que Portugal com os seus 10 milhões de habitantes, tinha até Junho de 2007, 12 milhões de subscritores da rede móvel.

Do outro lado do planeta, o gigante chinês atingiu praticamente os 600 milhões de clientes de telemóvel. A China registou 44,8 milhões de novos utilizadores de telemóveis nos primeiros cinco meses de 2008, aumentando o número total de clientes deste serviço para 592 milhões, praticamente metade da população do gigante asiático, estimada em mais de 1,3 mil milhões de pessoas.
Por outro lado, o telefone fixo perdeu 6,5 milhões de clientes este ano, para 358 milhões. O sector das telecomunicações na China registou uma receita de 48 mil milhões de dólares entre Janeiro e Maio de 2008, uma alta de 9,6% em relação ao mesmo período de 2007.
(Noticia do Diário Digital)


Penso que estes números demonstram bem a inércia que este negócio ganhou ao longo dos anos.


segunda-feira, 30 de junho de 2008

Longas exposições a telemóveis matam ratinhos

Noticia transcrita na integra do "Jornal de Notícias" de 30 de Junho de 2008:

A taxa de mortalidade dos ratos aumenta e a memória degrada-se após longas exposições a radiação dos telemóveis, segundo a tese de doutoramento de um investigador belga, citada ontem no diário "Le Soir" e defendida anteontem na Universidade Católica de Louvaina.

Para o estudo dos efeitos de radiações como as de telemóveis, redes Wi-Fi e respectivas antenas, Dirk Adang utilizou 124 ratos de laboratório, expondo três grupos de durante 18 meses (cerca de 70% da duração média da vida dos roedores), duas horas por dia, a diferentes níveis de radiação, enquanto os outros animais ficaram num grupo de controlo não exposto a radiações.

Nos três grupos de ratos expostos a taxa de mortalidade alcançou os 48,4%, 58,1% e 61%, valores superiores aos 29% do grupo de controlo. Adang investigou ainda o impacto da radiação sobre a memória dos roedores e concluiu que uma longa exposição, de 15 meses, causa "evidentes perdas de memória". A Organização Mundial de Saúde recomenda esperar até 2015 para avaliar o impacto das radiações sobre o homem dado que o uso do telemóvel disparou em 1998, recorda o investigador.

Segundo o diretor da tese, o catedrático André Vander Vorst, "as normas atuais de radiação máxima na maior parte dos países europeus não são suficientemente rigorosas, exceto na Suíça e em Luxemburgo".

"Os outros países parecem estar esperando os resultados dos estudos de 2015", explica Vander Horst, que é a favor de normas mais rigorosas, mesmo antes de ser provado que a radiação emitida por celulares é perigosa para a saúde. Segundo a OMS, até o momento não há comprovação científica de que esse tipo de radiação cause problemas de saúde.

domingo, 29 de junho de 2008

O Comité Russo RCNIRPN é mais seguro que o ICNIRP

Tal como o ICNIRP se assume como um comité europeu que estuda e define limites de segurança para os campos electromagnéticos, também existe um Comité Russo designado por RNCNIRP (Russian National Committee on Non-Ionizing Radiation Protection), que estipula medidas mais rigorosas, realistas e mais seguras.
Tal como já referido , Portugal segue as normas do ICNIRP que permitem que todos nós possamos estar 24 horas por dia expostos a campos electromagnéticos de antenas GSM (900 MHz), até um máximo de 41.25 V/m que equivale a uma densidade de potência de 450 µW/cm². O ICNIRP defende que único mal que este tipo de radiação nos pode causar é derivado do aumento de temperatura que a absorção destes campos electromagnéticos possam causar nas nossas células.
Por outro lado, o Comité Russo não concorda com os pressupostos em o ICNIRP se baseia, defendendo politicas de prevenção mais restritas.

O RNCNIRP tem em linha de conta a condição de saúde humana definida pela WHO (World Health Organization): “A saúde é uma condição completa de bem estar físico, espiritual e social e não apenas a ausência de doença ou defeitos físicos”.
Por definição, para o RNCNIRP, o nível máximo de radiação Electromagnética permitido deverá ser um nível de exposição que não afecte a saúde das pessoas expostas e das próximas gerações.

Principais diferenças entre o ICNIRP (usado por Portugal) e o RNCNIRP:
  • O RNCNIRP, através de resultados obtidos em diversos estudos de longa exposição, reconhece os efeitos não térmicos provocados pelos campos electromagnéticos com baixos níveis de intensidade que podem causar vários efeitos biológicos incluído efeitos adversos
  • O ICNIRP, considera que a estratégia para o desenvolvimento de standards de segurança têm por base que os efeitos térmicos que são os únicos efeitos adversos que podem ser originados por este tipo de radiação.
  • O RNCNIRP admite que para se desenvolverem regras de protecção contra este tipo de radiação, é necessário considerar a exposição prolongada e permanente. Os estudos com base em exposições de longa duração são considerados obrigatórios em conjunto com exposições de curta duração.
  • O ICNIRP fundamenta as suas regras de segurança internacional através de estudos que têm por base a exposição a curto prazo

Estudos efectuados:
Este comité baseou-se em 52 testes efectuados com animais entre os anos 60 e 90 em cinco institutos de pesquisa situados em Moscovo, S. Pertersburg e Kiev.
Os animais foram expostos a Micro-ondas de baixa intensidade, com diferentes frequências e várias modulações com densidades de potência entre 1 µW/cm² e os 1000 µW/cm² de forma contínua e intermitente.
A conclusão dos estudos foram:
  • Para a exposição a micro-ondas na gama dos 300MHz aos 30 GHz, com densidades de potência de 100-500 µW/cm² numa exposição diária, podiam dar origem a patologias biológicas significativas.
  • Uma densidade de potência na ordem dos 50 µW/cm² demonstrou ser um valor no limiar para o aparecimento de efeitos adversos.
  • Uma intensidade de potência entre os 10-20 µW/cm² não deu origem a qualquer mudança biológica nos animais expostos de forma permanente.


O RNCNIRP, antecipa a necessidade de discussão de vários pontos relacionados com a segurança:
  • Actualmente, estamos perante uma nova situação em que parte da população está exposta de forma permanente (num período de tempo superior ao usado nas investigações) às MW provenientes de diferentes tipos de comunicações móveis, incluindo telemóveis e antenas de GSM, UMTS/3G, WLAN, WPAN,...
  • Não pode ser excluído que parte da população , tal como crianças, grávidas e grupos de pessoas hipersensíveis podem ser especialmente sensíveis à exposição aos campos electromagnéticos
  • Actualmente, não se podem realizar estudos epidemiológicos conclusivos porque quase toda a população está exposta a diferentes sinais de micro-ondas incluindo antenas base e não é possível seleccionar pessoas expostas a determinados sinais ou grupos de pessoas não expostas
  • As queixas dos utilizadores de telemóveis não podem ser usadas para avaliar os efeitos causados por estes telefones. È necessário efectuar uma correlação entre estas queixas e os resultados obtidos nos estudos, usando critérios objectivos
  • A informação obtida a partir de voluntários apresenta um valor muito limitado devido à não avaliação da possível acumulação de efeitos durante a exposição a longo prazo.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Crianças e Telemóveis. A Saúde das próximas gerações está em perigo


Mais uma advertência contra a utilização dos telemóveis por parte das camadas mais jovens, desta fez por um Comité Russo. Este assunto já aqui foi mencionado, mas face à gravidade desta situação, nunca é demais publicar estas informações e sempre que existirem terão sempre um espaço neste blog. Este documento foi publicado pelo Russian National Committee on Non-Ionizing Radiation Protection (RNCNIRP) que é muito diferente do ICNIRP em que Portugal se baseia. O próximo artigo será sobre este Comité Russo.


Transcrito do documento original:

Pela primeira vez na história enfrentamos uma situação em que as crianças e os adolescentes no mundo estão continuamente expostos aos potenciais efeitos adversos provocados pelos campos electromagnéticos (EMF) provenientes dos telemóveis.
Os campos electromagnéticos afectam não só a saúde humana em geral, mas afectam também a actividade do sistema nervoso superior, incluindo o comportamento e o raciocínio. A radiação afecta directamente o nosso cérebro quando usamos o telemóvel.
Apesar das recomendações, apresentadas no Regulamento Sanitário do Ministério da Saúde, que insistem na não utilização dos telemóveis por pessoas com menos de 18 anos (SanPiN 2.1.8/2.2.4.1190-03 point 6.9), as crianças e os jovens tornaram-se no grupo alvo das campanhas de marketing as empresas de comunicações móveis.
Os standards de segurança actuais para a exposição às microondas dos telemóveis, foram desenvolvidos para adultos e não tiveram em conta as características específicas do organismo das crianças. A organização WHO (World Health Organization) considera como tarefa prioritária a protecção da saúde das crianças contra os efeitos das EMF dos telemóveis. Este problema foi igualmente confirmado pelo Comité Científico da Comissão Europeia e pelas autoridades nacionais dos países Europeus e Asiáticos.
O risco potencial para a saúde das crianças é muito elevado:
  • A absorção da energia electromagnética na cabeça de uma crianças é consideravelmente superior há absorção ocorrida na cabeça de um adulto (o cérebro de uma criança tem maior condutividade, é mais pequeno, a espessura do crânio é mais fina, apresenta uma menor distância à antena, etc.);
  • O organismo das crianças é mais sensível aos EMF do que o dos adultos;
  • O cérebro das crianças é muito mais sensível à acumulação de efeitos adversos em situações de exposição crónica aos EMF;
  • As EMF afectam a formação do sistema nervoso superior
Actualmente as crianças irão utilizar os telemóveis durante mais tempo do que um adulto
Segundo a opinião deste Comité Russo, as crianças que usam telemóveis correm o risco de virem a ser afectadas no futuro, por: falhas de memória, falta de atenção, diminuição das capacidades de aprendizagem e habilidades cognitivas, aumento da irritabilidade, problemas de sono, aumento da sensibilidade para o stress, aumento da predisposição para ataques epiléctricos.
A longo prazo são esperados outros riscos para a saúde: tumores no cérebro, tumores no ouvido (na idade dos 25-30 anos), doenças de Alzheimer, estado de demência, síndroma depressivo e outro tipo de degeneração das estruturas dos nervos do cérebro (na idade dos 50 aos 60 anos).
Os membros deste Comité apelam à autoridades governamentais e a toda a sociedade, para tomarem atenção à chegada desta ameaça e a tomarem medidas adequadas de forma a protegerem a saúde as gerações futuras.
Ao usarem os telemóveis as crianças não se apercebem que estão a sujeitar o seu cérebro às radiações electromagnéticas e a colocar a sua saúde em risco. Este Comité acredita que o este risco não é muito inferior ao risco que as crianças correm com o tabaco e álcool. Este Comité assume como obrigação, não permitir que as crianças comprometam a sua saúde por mera inactividade.

Aqui fica mais uma advertência para todos os pais.

terça-feira, 24 de junho de 2008

A Radiação Electromagnética dos equipamentos eléctricos e de telecomunicações - estão a provocar electrohipersensibilidade ou a matar-nos lentamente?


Já aqui foram apresentados várias referências fontes de Radiação electromagnética, tais como antenas de telemóvel, telemóveis, microondas, televisões, computadores, redes Wi-fi, cabos de alta-tensão, etc.
Os cientistas ainda não têm uma ideia clara dos riscos acumulativos e das exposições múltiplas a este tipo de radiação. Cada vez está mais assumido pela comunidade científica que a exposição em demasia aos campos electromagnéticos (EMF) prejudica a nossa saúde e em especial as crianças.

Actualmente a Electrohipersensibilidade está reconhecida como uma desordem funcional e não como uma doença - motivada pela exposição excessiva a fontes de radiação electromagnética.

Em 31 de Agosto de 2007, um grupo de cientistas especializados na áreas das EMR, publicou um relatório, conhecido como "Relatório da Bioiniciativa", que em 610 folhas nos explica os riscos a que estamos expostos nesta era Electrónica.
Grande parte das crianças do mundo Ocidental, têm hoje acesso a telefones sem fios ou telemóveis. Muitas estão sujeitas à radiação destes equipamentos enquanto estão a dormir e os seus pais pouco ou nada sabem dos riscos que correm.

A grande verdade é que nós estamos cada vez mais expostos a um crescente número de fontes de radiação e a ciência tem vindo a comprovar a existência de riscos reais associados a este tipo de tecnologia. No entanto, as empresas de Telecomunicações que produzem a tecnologia, tal como as empresas de tabaco antes deles, parecem determinados a encobrir os riscos que a ciência vai desvendando.

O que é a Electrohipersensibilidade ou Síndrome de Hipersensibilidade Electromagnética?

Sente-se cansado sem razão aparente? A sua pele apresenta pequenas zonas avermelhadas? Teve alguma desordem de algum órgão do seu corpo que um diagnóstico médico não conseguiu explicar? Sente-se confuso, falta de concentração ou falhas de memória? Sente cansaço ou fraqueza? Sente dores no peito ou problemas cardíacos?

Estes são alguns dos sintomas que poderão indicar que sofre de electrohipersensibilidade. O professor Olle Johansson do Karolinska Institute na Suécia, descobriu que há cerca de 250 mil Suecos a sofrer de uma variedade de sintomas motivados por a exposição a fontes de EMF. Estas pessoas são electrohipersensíveis. Quanto mais o nosso sistema de telecomunicações se desenvolve, mais nós vivemos entranhados numa rede de comunicações sem fios e mais casos destes irão aparecer.
Se precisar ou quiser reduzir a exposição a fontes de EMF, se pensa poder ser electrohipersensível e sente-se melhor depois de reduzir a exposição às fontes EMF, as hipóteses são de que as EMF são culpadas e desta forma irá reduzir de forma significativa o risco de vir a desenvolver uma doença grave a longo prazo, tal como o cancro.

Poderá consultar a "World Health Organization conference proceedings" para saber mais sobre electrohipersensibilidade.


Ontras fontes:
Johansson O, "Fredrik Reinfeldt, now that you are Sweden's prime minister, are you prepared to listen?" J Aust Coll Nutr & Env Med 2007; 26: 19-20.

Johansson O, "The effects of radiation in the cause of cancer", The Charity Canceractive, Nov 6, 2005.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Estudo relaciona hiperactividade infantil à utilização de telemóveis durante a gravidez

Segundo um estudo conjunto da University of California, Los Angeles, (UCLA) e a Universidade de Aarhus, na Dinamarca, envolveu 13159 grávidas nos finais dos anos 90 e concluiu que as mães que usaram o telemóvel durante a gravidez, tiveram 54% mais probabilidades de ter filhos com problemas comportamentais, como a hiperactividade.
O estudo indica também que quando estas crianças mais tarde, utilizaram o telemóvel até aos 7 anos de idade, apresentaram uma probabilidade 80% superior de virem a ter problemas de comportamento, em comparação com as crianças que não usavam telemóvel.
O Comité Nacional Russo para a Protecção contra a Radiação Não-Ionizante, afirma que a utilização de telemóveis por grávidas e crianças deve ser “limitada”. Este Comité conclui que as crianças que usam o telemóvel estão sujeitas a sofrer de perturbações de memória, falta de atenção, diminuição da capacidade de aprendizagem e habilidades cognitivas, aumento da irritabilidade a curto prazo e a longo prazo o risco inclui “síndrome depressiva” e “degeneração da estrutura nervosa do cérebro”.

Fonte:
Epidemiology. 2008 May 7.
Prenatal and Postnatal Exposure to Cell Phone Use and Behavioral Problems in Children.
Divan HA, Kheifets L, Obel C, Olsen J.
From the a Department of Epidemiology, UCLA School of Public Health, University of California, Los Angeles, CA; and bInstitute of Public Health, Department of General Practice, University of Aarhus, Aarhus, Denmark

quarta-feira, 28 de maio de 2008

"A utilização do telemóvel pode causar cancro?" por Larry King na CNN

No dia 27 de Maio de 2008 o famoso programa de Larry King que passa na CNN, juntou um plantel de várias figuras ligadas à saúde para debater o tema "Can use of cell phones cause cancer?".

Constituição do plantel:
Dr. Keith Black - Neurocirurgião
Dr. Sanjay Gupta - Neurocirurgião
Dr. Michael Thun - American Cancer Society
Dr. Vini Khurana - Neurocirurgião
Dr. Louis Slesin - Editor & Publisher, Microwave News
Dale Cochran - Viuva do advogado Jonhie Cochran's

Larry King convidou algumas empresas de comunicações móveis para estarem presentes no debate mas nenhuma aceitou o convite.
No debate falaram do caso do advogado Jonhie Cochran's que defendeu O. J. Simpson e que morreu em 2005 devido a um tumor no cérebro.
A comunidade médica abordou o crescimento da utilização dos telemóveis e falou das certezas e incertezas que ainda há nesta matéria.
São mostradas boas práticas de utilização do telemóvel e são apresentadas as recomendações da FDA (Food and Drugs Administration dos EUA) para este tipo de tecnologia.
Aqui ficam os links para este debate interessante que já está disponível no YouTube e está dividido por 5 filmes.

sábado, 24 de maio de 2008

AntenasAquiNao na Televisão

O blog AntenasAquiNao.blogspot.com apareceu num documentário da RTP integrado na rubrica Dicas de Internet que passa na RTP1 aos domingos no Bom dia Portugal, às Terça-feira no jornal das 21h e às quartas-feiras no Jornal da Manhã da RTPN.

O documentário está disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=gLMtk-wm-NI&eurl=http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/dicasinternet/

Podem consultar os documentários mais recentes da rubrica Dicas de Internet em:
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/dicasinternet/



quinta-feira, 22 de maio de 2008

Confirmado o perigo destas antenas para a saúde pública, de quem será a responsabilidade?

Dos contactos recentes efectuados com a Camara Municipal de Oeiras, esta remete para a Direcção Geral de Saúde (DGS) todas as questões relacionadas com a saúde e alega que as autarquias não têm competência para agir contra as antenas de telemóvel a não ser no seu impacto arquitectónico e paisagístico. Por sua vez a Direcção Geral de Saúde afirma que "(...) o cumprimento dos níveis de referência previstos na Portaria n.º 1421/2003, de 23 de Novembro, oferece uma protecção eficaz da população relativamente aos possíveis efeitos da exposição às radiações não-ionizantes". Ou seja, segundo a DGS, podemos estar tranquilos que apesar de termos um dos limites de segurança contra à radiação electromagnética mais elevados no mundo (pior que nós só os Estados Unidos), estamos completamente seguros.
Se leram alguns artigos deste blog rapidamente percebem que há países com limites de radiação muito inferiores aos nossos e que procuram diminui-los mais ainda, que há estudos que apontam efeitos não térmicos que estão associados a campos de muito baixa intensidade que a nossa legislação ignora por completo, que há estudos que indicam que os focos das antenas não devem atingir as habitações.

No site da Direcção Geral de Saúde, está disponível um documento sobre “Exposição da População aos Campos Electromagnéticos” (acesso a partir de Saúde Ambiental / Publicações).
Este estudo parece concordar com muito do que se tem escrito neste blog mas há uma frase que faço questão de transcrever:

“A utilização duma nova tecnologia apresenta vantagens importantes.
Mas não menos importante é a saúde das pessoas. E em matéria de saúde, a racionalidade deve ser acompanhada de prudência, mesmo pecando por excesso de precaução.”


Se isto fosse verdade, certamente que muitas pessoas não estariam a correr riscos ao serem forçados a viver nas proximidades e perto do nível a que estas antenas estão instaladas. Onde é que está o excesso de precaução?
Deixo uma outra questão fundamental para a qual alguém terá de dar uma resposta: Se nós somos obrigados a viver com uma antena perto de nossa casa que todos dizem ser segura e se passados alguns anos vem a público que de facto é perigosa, quem assume a responsabilidade dos anos que estivemos expostos e das consequentes doenças de que poderemos vir a ser vitimas? A empresa de telemóveis que instalou a antena, a Autarquia que autorizou a instalação, a DGS que garante a segurança desta tecnologia, algum outro órgão como a ANACOM, ou não há culpados e apenas vitimas? Nessa altura, o mal já estará feito e baixar o nível de radiação das antenas ou mesmo removê-las, não vai anular os efeitos adversos dos anos de exposição a que fomos FORÇADOS a viver.

Uma vez mais, fica claro que ninguém dá a cara pelo facto de não haver precaução na forma como estas antenas são instaladas perto das habitações. Aqueles que nos deveriam proteger, em vez de evitar o perigo e ao contrário do que escrevem, permitem que todos nós possamos correr riscos até que um dia uma voz mundial se levante contra mais uma possível negligência cometida contra a humanidade.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mais um alerta de um Investigador do Projecto Interphone que adverte para os riscos de tumores associados aos telemóveis

O Interfone, o maior estudo sobre os efeitos dos telemóveis na saúde, está para ser publicado desde 2005. Recorde-se que este estudo foi efectuado por 13 países e a sua não divulgação está a gerar polémica quanto aos resultados obtidos.
Enquanto o estudo não é divulgado, um dos investigadores do Interphone, Professor Bruce Armstrong da Universidade de "Sydney School of Public Health", deu uma entrevista no canal 7 da televisão australiana.
O professor manifestou a sua preocupação sobre o risco de tumores associados à utilização prolongada dos telemóveis. Segundo ele, "as pessoas poderão ficar chocadas ao ouvir que as evidências sobre os efeitos nocivos associados à utilização dos telemóveis são cada vez mais fortes".
Bruce Armstrong é o responsável pela participação australiana no projecto Interfone e é o segundo principal investigador a pedir precaução. Em Dezembro, Siegal Sadetzki de "Chaim Sheba Medical Center" em Israel disse a um jornal nacional,Haaretz: "O tempo em que se dizia que este tipo de Tecnologia não causava danos já passou, ela prejudica a saúde".


terça-feira, 22 de abril de 2008

O Telemóvel pode ser o “cigarro do Século XXI”

Especialista em neurologia adverte para o grande aumento de tumores e apela à Industria para tomar medidas imediatas para reduzir a radiação.

“Os Telemóveis podem matar muito mais pessoas do que o tabaco e o amianto”. Foi a conclusão do estudo de um especialista já premiado na área do cancro. Ele diz que as pessoas devem evitar usar os telemóveis sempre que possível e que o governo e as industrias de Telemóveis deverão dar passos rápidos para reduzir a exposição à sua radiação.

O estudo, levado a cabo pelo Dr. Vini Khurana é a acusação mais devastadora até agora publicada sobre os riscos para a saúde.

Ele baseia-se no aumento das evidências de que usar telemóveis ao longo de 10 ou mais anos, pode duplicar o risco de aparecimento de cancro.

No inicio deste ano já o governo francês advertia contra o uso dos telemóveis, especialmente as crianças. A Alemanha também avisou a sua população para diminuírem a utilização do Telemóvel e a Agência Europeia para o Ambiente foi chamada para a redução das exposições.

O Professor Khurana, um dos maiores neurocirurgiões e que já recebeu 14 prémios nos últimos 16 anos, publicou mais de 3 dúzias de artigos científicos e reviu mais de 100 estudos sobre os efeitos dos telemóveis e recentemente publicou um estudo de 69 páginas sobre “Mobile Phones and Brain Tumors”.


Ele reforça igualmente que as crianças só deverão usar telemóveis ou telefones sem fios em caso de emergência e que todas as pessoas deveriam usar telefone com fio.
Ele recomenda que todos os telemóveis deveriam ser usados com o sistema em alta-voz e que o telemóvel deverá estar a mais de 20 cm da cabeça.
Este neurocirurgião também é da opinião que os auriculares tipo bluetooth e com fio podem representar um perigo para a saúde porque podem converter a cabeça dos utilizadores numa perigosa antena.

sábado, 5 de abril de 2008

O que nos deveriam informar sobre os telemóveis e como prevenir

Tal como o artigo com um resumo sobre o que nos deveriam dizer sobre as antenas de Telemóvel, aqui fica um resumo sobre o que nós deveríamos saber sobre a utilização dos telemóveis.

Os telemóveis têm inteligência suficiente para controlarem a sua potência de transmissão, ou seja, se estivermos num local com uma boa cobertura, a antena do telemóvel vai estar emitir numa potência baixa. Mas se estivermos num local com fraca cobertura, o telemóvel vai tentar compensar a falta de rede transmitindo no máximo da sua potência. Estas situações acontecem particularmente quando estamos dentro de edifícios e dentro do nosso carro.
Ou seja, vamos ter encostado ao nosso cérebro uma pequena antena a emitir radiação no seu máximo de potência. Aqui os valores medidos são muito superiores aos 41.25 V/m que é limite para a exposição permanente do público em geral. Mas ao usarmos um telemóvel, deixamos de estar numa situação de exposição permanente para uma exposição pontual. Estes valores de radiação variam de modelo para modelo, existem telemóveis que emitem mais radiação que outros. O SAR (Specific absortion Rate) é uma unidade de medida que indica qual a quantidade de radiação absorvida por kilograma corporal (expresso em W/Kg). Na Europa o SAR máximo permitido é de 2 W/Kg.
Existem muitos estudos nesta área, um dos quais é o de um Cientista George Carlo que foi contratado por um consórcio de empresas de comunicações móveis para provar que os telemóveis não interferiam na saúde pública. Este Cientista estudou durante mais de 7 anos e gastou mais 28.5 milhões de dólares até abandonar o projecto, devido a ter chegado a conclusões contrárias.
Mais recentemente está a decorrer um outro estudo designado Interphone e que foi levado a cabo por Austrália, Canada, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Suiça e Inglaterra. No entanto os resultados deste estudo deviam ter sido divulgados em 2005 e não foi feito qualquer comunicado, Muitos afirmam que há discordância dentro do grupo, relativamente à forma como os resultados deverão ser apresentados, uma vez que existe o receio destes poderem assustar a população.

O mais grave dos telemóveis é que eles são cada vez mais usados pelas camadas mais jovens que são objecto de campanhas de marketing agressivas, no sentido de os levarem a passar mais tempo ao telemóvel.
Muitos pais protestam contra as antenas de telemóvel junto às escolas, mas não hesitam em comprar um telemóvel ao filho.
Ao contrário de um adulto cujo organismo já está desenvolvido, os jovens ainda se encontram num processo de crescimento e desenvolvimento. Uma criança de 10 anos tem uma espessura do crânio inferior à de um adulto. Ao usar um telemóvel o seu cérebro vai estar exposto a níveis de radiação superiores ao de um adulto cujo crânio oferece uma maior atenuação a este tipo de radiação. Apesar de inteligente, um telemóvel poderá emitir no seu máximo e potência, não distinguindo entre uma criança e um adulto.
Muitos estudos apontam para tumores no cérebro, ouvido, olhos e glândulas salivares.
Como exemplo, uma figura pública, o Ministro Jorge Coelho, que afirmava passar mais de 400 horas por mês ao telemóvel, foi operado a um tumor no ouvido.

Aqui ficam algumas recomendações para se protegerem quando usam um telemóvel:
  • Use o telemóvel em alta-voz de forma a evitar que este esteja em contacto com o seu corpo
  • Tente falar o mínimo de tempo ao telemóvel
  • Prefira falar ao telemóvel em locais ao ar livre e evite usá-lo dentro do carro ou edifícios, onde o sinal será mais fraco, levando a que a radiação do telemóvel seja maior
  • Apesar de haver alguma controvérsia com os auriculares, é preferível usar um auricular sem fios do que encostar o telemóvel ao ouvido
  • Caso esteja numa zona com um sinal de rede fraco, não use o telemóvel. Este irá de certeza funcionar no máximo da sua potência.
  • Evite trazer o telemóvel à cintura. Ao contrário do nosso crânio que oferece alguma protecção ao cérebro, ao nível abdominal não há qualquer protecção que atenue os efeitos da radiação e os rins, fígado e aparelho reprodutor são bons condutores de energia
  • Evite transportar o telemóvel junto ao corpo, como no bolso do casaco, bolso das calças ou cinto. No trabalho ou em casa coloque o telemóvel afastado do seu corpo.
  • Se usar um auricular mantenha o telemóvel afastado do corpo.
  • Eduque os seus filhos acerca da utilização do telemóvel. As chamadas deverão ser o mais curtas possível e se possível deverão recorrer ao envio de mensagens SMS . Se fizer isto, vai poupar dinheiro e proteger os seus filhos.
  • Se tiver de colocar o telemóvel no ouvido, vá mudando de ouvido caso a conversa se prolongue
  • Guarde as conversas longas para os telefones com fio da rede fixa. Atenção que grande parte dos telefones da rede fixa vêm sem fio, pelo que também existe o perigo de exposição aos campos electromagnésticos desses telefones
  • Não durma com o telemóvel na cabeceira
  • Prefira modelos de telemóvel com menores potências de radiação, (níveis SAR mais baixos), não se deixe levar apenas por o estilo ou outras funcionalidades. Se o vendedor de telemóveis não lhe souber dar esta informação, pesquise na Internet.
  • Tenha cuidado com as campanhas publicitárias enganosas referentes a ships anti-radiação para colocar no telemóvel.
Um Telemóvel facilmente atinge um valor de 100 V/m, que estarão aplicados directamente no nosso cérebro, mas para além dos telemóveis existem alguns aparelhos em nossa casa com os quais devemos ter alguma atenção:
  • Um micro-ondas cozinha os alimentos numa frequência de 2.45 Ghz mas numa potência por vezes acima dos 1000W. Quando ligar o Microondas, mantenha-se a uma distância de cerca de 2 metros (se tiver espaço na cozinha, caso contrário saia da cozinha). Uma medição num Microondas a 700 W deu uma medida de cerca de 100 V/m junto da porta do Microondas e 28 V/m, nas traseiras do microondas do outro lado da parede.
  • Uma televisão de sala das antigas CRT (tipo caixote) apresentou um valor de cerca de 70 V/m junto ao ecran. Uma distância de cerca de 2 metros já é segura.
  • O mesmo já não acontece com os TFTs, um monitor de 19” marcou um campo eléctrico de 0 V/m o que o torna seguro para pequenas distâncias.
  • Os rádio relógios de cabeceira sempre tiveram fama de apresentar um alto nível de radiação, mas assisti a uma medição onde tal não se confirmou
  • Atenção às redes Wi-Fi em casa usem-nas o mínimo possível, pelo menos afastem-se das antenas e desliguem os equipamentos quando não precisarem. Como alternativa podem usar o soluções de Ethernet PowerLine, onde a transmissão é feita pela rede eléctrica da vossa casa.
  • Alguns pais compram câmaras de vigilância para colocar junto dos berços dos bebés, No entanto estas câmaras transmitem a imagem via rádio e alguns modelos poderão apresentar grandes níveis de radiação para os bebés

Não esquecer que todos estes equipamentos mencionados apenas poderão representar perigo quando estão ligados, ao contrário de uma antena de Telemóvel que está permanentemente a emitir campos electromagnéticos.

domingo, 23 de março de 2008

Os vários contactos feitos à Camara Municipal de Oeiras e à ANACOM

Ao longo de 4 meses foram enviadas 3 cartas à Camara Municipal de Oeiras onde foram divulgados alguns dos estudos mais preocupantes relativamente ao problema da instalação de antenas de telemóvel junto das habitações. Todos esses estudos estão publicados neste blog. Nestas cartas foi igualmente expressa a nossa preocupação como pais de família que acima de tudo procuramos proteger o que nos é mais precioso que é a nossa família. Foram igualmente reportados algumas situações de saúde, nomeadamente de uma crianças com menos de 4 anos que tem dificuldades em dormir.
A Camara Municipal de Oeiras respondeu à primeira carta e informou que tinha contactado a ANACOM. No entanto, a ANACOM já tinha sido contactada previamente para efectuar medidas no local.
A CM de Oeiras deu a entender que a sua preocupação prende-se com o enquadramento paisagístico das antenas no topo dos telhados e até hoje não tivemos mais qualquer outro tipo de resposta.
A ANACOM fez as suas medidas de uma forma bastante profissional mas só divulgou o resultado 3 meses depois. Segundo eles os valores encontram-se dentro da lei. Foram-lhes pedidos os valores de medição, mas até hoje ainda não houve qualquer resposta. Como referência ficaram os valores a que assistimos durante os ensaios e que chegaram ao 10 V/m num período em que as pessoas estão no trabalho e que o tráfego de comunicações de telemóveis é bastante baixo. Tal como já foi referido neste blog, teria sido interessante que o teste tivesse sido feito fora do horário de trabalho, para ver os níveis de radiação no período nocturno onde as pessoas já regressaram a suas casas e estão a usar os seus telemóveis.
Resumindo, confirma-se aquilo que alguns dos leitores nos disseram, a ANACOM limita-se a respeitar uma lei que é contraditória em vários países, tal como aqui já foi referido, e a CM de Oeiras que deveria de ser a entidade a proteger os seus munícipes transfere para a ANACOM as questões de segurança.
Daqui a alguns anos, quando alguém criar leis que imponham mais rigor na forma escandalosa com que estas antenas são instaladas, certamente que para muitos o mal já estará feito.
Tal como já foi referido, não se pretende criar uma guerra com as empresas de comunicações móveis, apenas pedimos que haja bom senso por parte de quem autoriza a instalação destas antenas.

Das respostas que recebemos destas duas entidades chegamos à triste conclusão que estamos completamente sozinhos quando somos obrigados a viver nas imediações destas antenas e a expormo-nos a eventuais efeitos adversos que daí possam surgir com o passar dos anos.
Se olharmos para o lado e virmos o problema das linhas de Alta Tensão cujo principio é muito semelhante, os resultados não foram muito diferentes. Nunca ninguém quis saber do problema e nunca houve respostas concretas para a sua solução. Isto porque ninguém reconhece o problema. Reconhecer o problema custa muito dinheiro em comparação com a vidas das pessoas, que pelos vistos, não valem assim tanto. Só quando o povo assume a atitude de Zé povinho e vem para as ruas manifestar-se, então aí sim, este problema não reconhecido deixa de ser social e passa a ser politico. Nesta situação, o tal problema que ninguém quer assumir, é promovido a um problema que apesar de continuar a não ser reconhecido como tal, passa a beneficiar de um conjunto de medidas preventivas que apesar de custarem muito dinheiro já vão ao encontro daqueles que se manifestam.
Será que neste país a única forma dos cidadãos serem ouvidos é manifestarem-se nas ruas?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O que nos deveriam informar sobre as antenas de Telemóvel

Após vários de meses de pesquisa desde a criação deste blog, podemos enumerar de forma resumida alguns dos factos aqui mencionados e que ninguém nos ensina no nosso dia a dia:
  • Os campos electromagnéticos provenientes das antenas de telemóvel, são designados por radiação não ionizante que em nada tem a haver com a radioactividade que é caracterizada por radiação ionizante
  • A forma de avaliar este tipo de radiação electromagnética é através de medição e as unidades de engenharia mais usadas são:
    • campo eléctrico, expresso em V/m
    • densidade de potência µW/cm² (w/m²)
  • Não existe um consenso quanto aos valores de segurança a que o público em geral deva estar sujeito. Diferentes países, diferentes níveis de preocupação para com a segurança. Os países que menos protegem os seus cidadãos são: Estados Unidos e Países como Portugal, Inglaterra e Espanha, entre outros. Para uma frequência de 900 MHz (usada na rede GSM), Portugal permite um máximo de 450 µW/cm² quando comparado com países como China e Rússia com 10 µW/cm², Suíça 4.2 µW/cm², Itália 2.5 µW/cm² e Áustria (Salzburgo) 0.1 µW/cm².
  • Os valores de Portugal são altos o suficiente para permitir que as antenas de Telemóvel sejam colocadas no meio das habitações sem que estes máximos sejam atingidos. No entanto, muitos dos valores considerados "seguros" em Portugal, seriam considerados perigosos em certos países.
  • A propagação dos campos electromagnéticos de uma antena não têm igual intensidade em todas as direcções. Os chamados globos de propagação são mais intensos junto da antena e na horizontal. Isto leva a que os moradores em prédios mais altos e mais próximos das antenas, possam estar sujeitos a maiores campos electromagnéticos.
  • Existem estudos que apontam várias doenças associadas às radiações electromagnéticas destas antenas: fadiga, dores de cabeça, náuseas, perda de apetite, distúrbios do sono, tendências depressivas, sentimento de desconforto, falta de concentração, perdas de memória, perturbações visuais, palpitações cardíacas e o cancro.
  • Ao contrário de outras fontes de radiação electromagnética como os microondas, televisões, telefones fixos com antena, redes informáticas Wi-fi, etc, que apenas emitem quando os equipamentos são ligados, as antenas de telemóvel estão permanentemente a emitir (24 horas por dia todos os dias do ano) e os seus campos electromagnéticos penetram as nossas habitações que não nos garantem segurança, sendo que as janelas são a estrutura da habitação que menor resistência oferece a este tipo de radiação.
  • Portugal baseia-se nas normas da organização ICNIRP que apenas reconhece os efeitos térmicos provocados pela radiação electromagnética como maléficos para os tecidos do nosso organismo. No entanto, existem outros estudos que consideram os efeitos não-termicos associados a campos de muito baixa intensidades, como causadores de outras doenças atribuídas a este tipo de radiação. Esta é uma das razões pelas quais alguns países apresentam limites tão restritivos como 0.1 µW/cm² (Salzburgo) em comparação com Portugal que permite 450 µW/cm².
  • Dos muitos testes já efectuados e dos muitos que ainda há por fazer, uma conclusão tem sido óbvia, todos são unânimes em afirmar que NINGUÉM sabe prever quais as consequências que a exposição prolongada a este tipo de radiação poderá trazer para a nossa saúde.
  • Apesar das muitas dúvidas que este tema levanta, por incrível que pareça, não levam a que sejam tomadas medidas de precaução que impeçam as antenas de telemóvel de serem instaladas nas habitações, perto de outras habitações ou à mesma altura destas.
Será que as nossas vidas e as dos nossos filhos valerão tão pouco para que sejam jogadas neste jogo de interesses cujo final poderá levar anos até que saibamos se fomos ou não afectados? Será que é isto que nós queremos para os nossos filhos quando a nossa obrigação é garantir que eles cresçam em segurança?

Estas e muitas outras questões foram aqui levantadas, mas muito há ainda por dizer e muito pouco ou quase nada se faz para inverter esta permissividade das empresas de telecomunicações que erguem as suas antenas nos prédios daqueles que se deixam comprar e que por ignorância ou pela ganância do dinheiro, não pensam no risco gratuito que acarretam para todos os seus vizinhos. E tudo isto acontece à frente dos nossos olhos que de uma forma incrédula poderemos estar a ser condenados sem que alguém nos valha.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Orange retirou uma antena de um prédio onde os casos de cancro aumentaram acima da média

A empresa de comunicações móveis Orange removeu uma antena de um prédio após 7 residentes terem sido vitimas do cancro. Três já morreram e quatro continuam a batalhar contra a doenças desde que dois mastros foram instalados no telhado de um bloco de cinco prédios que ficou conhecido como a torre do demónio.

O rácio de casos de cancro nos apartamentos de topo, nos quais cinco dos oito apartamentos foram afectados e onde viviam os três que morreram, é de 20%, ou seja, 10 vezes mais do que a média nacional.

Residentes de uma rua próxima também se queixaram de terríveis dores de cabeça e de outros sintomas.

A empresa Orange só removeu a antena ao fim de cinco anos de pressão por parte dos moradores e das autoridades locias. O outro mastro é da Vodafone que não tenciona removê-lo.


Quando vemos imagens de países subdesenvolvidos como o Rwanda onde não existem direitos humanos que protejam aqueles que em pleno século XXI morrem como a sua vida não tivesse qualquer valor, pergunto-me se seremos assim tão diferentes ao permitir que nós sejamos afectados por esta morte lenta que de uma forma diplomática e politicamente correcta, afecta crianças, adultos e idosos. Como é possível que NINGUÉM faça nada contra os interesses econónimos destas empresas?
 
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Localização das três antenas

Pode navegar no mapa e clicar nos símbolos

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Problemas com o Internet Explorer

Galeria de Fotos

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Se mora junto de um prédio recheado de antenas ou se a antena instalada está a uma curta distância da sua casa ou perto do nível da sua habitação, ou se os elementos da antena estão virados para o chão ou para a sua habitação, então poderá documentar essa situação nesta galeria. Envie as fotos para o mail deste blog.
Na fotografia enquadre o seu prédio ou habitação com a antena se possível, o objectivo é criar uma galeria de fotos com antenas instaladas em locais que demonstrem falta de bom senso de quem as instala e autoriza.
Pode ver o slideshow ou seleccionar na zona inferior a foto pretendida.Ao clicar numa foto pode ver o descritivo associado.

Envie a sua foto para o mail deste blog

Questionário sobre Telemóveis e suas antenas